Seja bem vindo!
Temos aprendido já alguns anos, que ser Igreja é viver em um relacionamento intenso. Significa muitas vezes ferir e ser ferido restaurar e ser restaurado, ligados por juntas e ligamentos não apenas uma casta que alimenta e um povão que é alimentado.

Que o Senhor possa abençoar tua vida com nossas postagens.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O que é a Igreja?

Ao Longo dos séculos, depois da era Apóstolica e seguida reforma, temos, creio eu, até com boa vontade e intenção, procurado nomes e adjetivos para revelar nossa identidade como cristãos, com este intento institualizamos a divisão dando nome aquilo que não precisa de nomes ou adjetivos. Neste tempo de "restauração de todas as coisas" que nos falou, inspirado pelo Espírito Santo e naquilo que os profetas já haviam dito, o Apóstolo Pedro em Atos 3:21, surge ainda uma pergunta:

Que é a igreja?
Não é um edifício material; é uma comunidade formada por pessoas redimidas.
Não é uma instituição humana de caráter jurídico-legal; é a família de Deus.
Não é uma denominação ou associação; é a esposa do Cordeiro.
Não é propriedade de nenhuma pessoa ou grupo de pessoas. A igreja tem um só dono: Deus. A igreja é o povo de Deus, o corpo de Cristo, o templo do Espírito.
Não tem nome próprio, é simplesmente ‘igreja’; sem nenhum aditivo, sem adjetivo algum.
Na Bíblia distingue-se como, a igreja de uma, ou de outra cidade. A única distinção é geográfica.
Não é uma congregação. A igreja congrega-se e é bom que se congregue, porém ela segue sendo igreja às 24 horas do dia, e todos os dias da semana. Nós não vamos á igreja, nós somos a igreja.
A igreja não nasceu na mente de Deus 2.000 anos atrás quando enviou seu Filho ao mundo.
A igreja esteve na mente e coração de Deus desde séculos eternos, desde “antes da criação do mundo”.
A igreja não foi o Plano B de Deus depois da queda do homem. A igreja é o Plano A de Deus antes da existência dos homens e dos demônios. A queda foi um desvio, um atentado contra o projeto eterno de Deus. A redenção foi voltar às coisas ao plano original.
A igreja é a família que Deus se propôs ter, segundo seu beneplácito, segundo o desígnio de sua vontade, segundo o puro afeto de seu amor, segundo as abundantes riquezas de sua graça. O pecado só conseguiu revelar a imensidade inimaginável de sua graça.
A criação do homem e da mulher, a instituição do matrimonio, a procriação, a encarnação do Verbo, o sacrifício redentor de Cristo, sua ressurreição e exaltação, a vinda do Espírito Santo, os dons e ministérios, a palavra de Deus, tudo está na mesma linha, tem o mesmo objetivo: A REALIZAÇÃO DO PROJETO ETERNO DE DEUS. ESTE PROJETO ETERNO CHAMA-SE: IGREJA

terça-feira, 12 de junho de 2012

Formação de vida - Daniel e Gláucio - clik para ouvir a palavra

Formação de vida - Daniel e Gláucio

Deus tem nos chamado para fazer discípulos. Fazer discípulos significa formar vidas. Ouça esta palavra e aprenda um pouco mais sobre esta tarefa tão sublime do Reino de Deus.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Que é Um Discípulo?

Antes de falarmos sobre o que é um discípulo, vamos observar esta ordem clara que o Senhor Jesus nos deu: "E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos." Mt 28:18-20
Esta foi a última palavra de Jesus aos seus discípulos. Até parece que este é o ponto mais alto do Novo Testamento. É como se o senhor estivesse todo o tempo preparando o terreno para dar esta palavra. Depois de fazer tudo o que o Pai lhe encomendara, finalmente o Senhor podia dar esta ordem: "...Fazei discípulos de todas as nações...".
Podemos negligenciar este mandamento? Ou podemos fazê-lo de qualquer jeito, ou da maneira que acharmos melhor? NÃO. Devemos Buscar com toda diligência e procurar entender bem. O Senhor ressuscitado nos deu uma ordem e devemos cumpri-la a risca.
O Senhor não nos mandou juntar gente para fazer reuniões. As reuniões são importantes, assim como a cura dos enfermos. Os sermões tem o seu lugar, e certamente devemos cantar e louvar. Contudo o fundamental é fazer discípulos. A não ser que isto seja bem entendido, todas as outras coisas importantes serão a casca de uma fruta oca. Serão um amontoado de atividades sem propósito e sem valor eterno.

O que é um discípulo?

Comecemos com uma declaração objetiva:
"Um discípulo é alguém que crê em tudo que Cristo disse e faz tudo que Cristo manda."
É importante entender que no contexto do Novo Testamento não existe ninguém que seja convertido e não seja um discípulo. Convertido, salvo, discípulo, são todos termos que se referem a uma mesma pessoa, sendo que, cada termo salienta um aspecto diferente da vida ou experiência desta pessoa:
  • Salvo: o que foi liberto da condenação e do poder do pecado.
  • Convertido: que passou por uma transformação de mente.
  • Discípulo: seguidor, praticante dos ensinos do mestre, submisso.
  • Crente: que crê
Cada um desses termos tem um significado diferente, mas todos eles são aplicados a uma mesma pessoa. Se não entendermos isso, viveremos em confusão. Porque ?
Porque é comum encontrarmos pessoas que se dizem convertidas, crêem sinceramente que são salvas, mas que, contraditóriamente a isto, dizem que seu alvo é serem submissas a Cristo. O seu desejo é "um dia" serem consagradas e totalmente entregues ao Senhor.
Ora isso é uma grande confusão, pois como alguém é convertido se não se entregou total e incondicionalmente s Jesus Cristo (Mt7:21), renunciando a tudo quanto tem (Lc14:33) e a própria vida (Lc14:26)?
Sabemos também, e isso afirmamos com tristeza, que um espírito de falsa profecia semelhante ao que havia em Israel na época de Jeremias, tem enganado a muitos. Naqueles dias quando o povo estava sob a condenação de Deus por causa da sua rebelião, falsos profetas diziam que havia paz com Deus, levando o povo ao engano. Este engano impedia o povo de experimentar um verdadeiro arrependimento.

"Também se ocupam em curar superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz." Jr 6:14
"Assim diz o Senhor dos exércitos: Não deis ouvidos as palavras dos profetas, que vos profetizam a vós, ensinando-vos vaidades; falam da visão do seu coração, não da boca do Senhor. Dizem continuamente aos que desprezam a palavra do Senhor: Paz tereis; e a todo o que anda na teimosia do seu coração, dizem: Não virá mal sobre vós." Jr 23:16-17
Nestes dias Deus está restaurando o entendimento do evangelho do reino, para que se cumpra a profecia de Ml 3:18 "Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que o não serve".
Aquele que pretende ser um convertido sem ser um discípulo, não encontrou tal pretensão nas escrituras.
Um convertido é mais que um crente. É um discípulo.
Podemos nos referir a uma pessoa que está no Reino de Deus usando qualquer um dos termos que aparecem nas escrituras, mas devemos nos acostumar a usar o termo discípulo, porque:
  • É o termo mais abrangente. Expressa com mais exatidão a realidade da vida de alguém que pertence ao Reino de Deus.
  • É o termo que Jesus, os apóstolos e os primeiros irmãos usaram. O termo discípulo aparece 260 vezes no Novo Testamento. O terno crente aparece 15 vezes.
Um Discípulo é alguém qua aprende, vive o que aprende e o comunica a outros.

sábado, 26 de maio de 2012

Encontro de Páscoa - Sitio próximo



Encontro da Igreja com irmãos das cidades: Carangola, Manhuaçu, Vitória e Guarapari.

Do Reunionismo ao Relacionamento
Ivan Baker


Os métodos de trabalho que vínhamos usando na obra do Senhor sempre produziram frutos débeis e fracos em sua maioria. Os métodos que desenvolvíamos para a evangelização, edificação e conservação dos frutos, mesmo que tenham produzido alguns frutos, observamos que não eram os mais corretos, nem os mais bíblicos.

Se observarmos bem, a finalidade de todas as campanhas, é que as pessoas assistam as reuniões. Para a edificação delas contamos com: a) escola dominical; b) pregação do Pastor; e nisto descansa toda a edificação delas.

Os pontos débeis são: a) o trabalho é demasiadamente impessoal; b) depende de homens muito hábeis; c) é pouco eficaz na formação de novos lideres; d) não promove a participação de todo o corpo de Cristo.

Notamos que os apóstolos sem campanhas de evangelização programadas, sem construir templos, sem criar seminários, obtinham resultados muito melhores que os nossos, tanto em qualidade quanto em quantidade.

Não existia a imprensa, não podiam repartir bíblias, não havia meios massivos de comunicação, não tinham veículos, gravadores, não contavam com uma missão estrangeira para sustentá-los, não tinham lugares para retiros espirituais, etc.

Que segredo tinham para ter semelhante êxito? Qual era sua forma ou modo de trabalhar?

Devemos voltar a nossa origem, devemos deixar nossos métodos e voltar a prática apostólica.

Gostaria que a obra fosse atrasada em 2000 anos!

1.    Do reunionismo ao discipulado

O Senhor não disse: “Ide e fazei reuniões em todas as nações”, mas sim “fazei discípulos em todas as nações”. Tínhamos todo o tipo de reunião, de evangelismo, de oração, de estudo bíblico, de escola dominical, de senhoras, de senhores, de jovens, de adolescentes, de comissões, etc. Mas não tínhamos discípulos. Gastávamos nossas energia num sem número de atividades e não estávamos fazendo o essencial, formar discípulos.

Afinal tínhamos tantas reuniões que não tínhamos tempo para fazer outra coisa. Mas a mudança veio!

Custou muito caro, porem mudamos! O ministério pastoral púlpito/congregação se modificou para um relacionamento discipulador/discípulo.

Isto significa entender que o nosso ministério principal consiste em concentrar-nos em poucos (Jesus tinha doze). conhecê-los, amá-los, dar-lhes nossa vida, nosso lar, conviver com eles, ser exemplos, abençoá-los, repreende-los, instruí-los, compartilhar suas cargas, chorar com eles, rir com eles, assumir autoridade, velar e ensinar sobre todas as áreas da vida, tais como, família, trabalho, sexo, caráter, negócios, estudos, oração, testemunho, etc.

“Fazer discípulos” significa formá-los, guiá-los a maturidade e comissioná-los para que eles façam o mesmo com outros.

Reconheço que é mais fácil fazer 100 reuniões que formar um discípulo. Isto não significa que não fazemos mais reuniões, mas sim que fazemos menos reuniões com o fim de dedicar-nos a esta tarefa absorvente.

Quanto menor o numero maior a benção. Alguém com problemas na fala poderia ser pastor na igreja do primeiro século.

Observação: o ministério não se desenvolve através de reuniões, mas sim de relacionamentos. Jesus nunca foi homem de púlpito, era homem de relacionamentos, de convivência (Mc 3.14).

2.    A igreja é formada por discípulos

Quero insistir sobre o evangelho que pregamos, pois é ele que irá produzir a classe de discípulos que queremos, ou seja frutos permanentes. A porta deve ser estreita, pois quem entrar não quererá sair pelos fundos.

Discípulos são aqueles que amam a Cristo acima de qualquer coisa, são mansos e dóceis ao ensino da palavra. Não são como cabritos, mas sim como ovelhas. É gente que frutifica, não é gente que se senta nos bancos para ouvir boas mensagens.

Jesus nunca apontou os sinais de poder e maravilhas como característica de seus discípulos, mas sim o amor. Há diferença entre sinal acompanhante e evidência que caracteriza. Embora Jesus tenha dito que os sinais acompanham os que crêem nele, não disse que a característica de um discípulo é que seja acompanhado por sinais, isto porque ele sabia que estes sinais de poder também seguiriam os que não eram seus discípulos (Mt 7.22-23; 1 Ts 2.9).

Quero que o poder carismático acompanhe o meu ministério, mas isto nunca será para mim, uma evidência que me caracteriza como discípulo de Cristo.

Somente o amor é uma característica definitiva.

O diabo pode imitar os sinais e prodígios, o esforço e a dedicação, o zelo e muitas outras coisas. Só não pode imitar o amor!

O discipulado está baseado nisto: um coração entregue ao Senhor.

20 de maio de 1980